O que o serviço resolve
Guincho e reboque resolvem uma situação objetiva: o carro não pode seguir por conta própria e precisa chegar a uma oficina, a uma garagem ou a outro lugar seguro. Pode ser uma pane, um acidente, uma falha elétrica ou um sintoma que a oficina orientou a não conduzir.
Na estrada ou na rua, o primeiro cuidado é a segurança de quem está no carro e de quem passa. Sinalize, saia da faixa de rolagem se for possível e acione o socorro. Depois vem a pergunta prática: quem presta o serviço, para onde o carro vai e como será cobrado. Esta página trata dessas perguntas, e não de reparo.
Se o carro esquentou, cheirou a queimado ou apresentou falha de freio, o deslocamento por conta própria pode agravar o dano. Nesses casos o guincho costuma ser a escolha prudente, e a decisão de seguir ou não deve ser da oficina ou do atendimento técnico, não de um palpite à beira da pista.
O que costuma estar incluído
O que costuma estar incluído é o deslocamento do veículo de socorro até o local, a carga do carro, o transporte até o destino combinado e a descarga. Em planos de assistência e em apólices de seguro, o serviço costuma ser coberto até certos limites de distância ou de número de acionamentos, e o contrato é quem diz quais.
Para chegar à oficina certa, a mecânica geral costuma ser o primeiro destino, e a oficina avalia o carro e, se necessário, o encaminha a um especialista. Pergunte à empresa de socorro o tipo de veículo que enviará, porque carros baixos, de tração integral ou de câmbio automático podem exigir plataforma.
O que costuma ser cobrado à parte
Costuma ser cobrado à parte o que passar do limite do plano ou da apólice, o deslocamento até local de difícil acesso, a espera prolongada, o serviço fora do horário comum, o uso de plataforma quando o carro exige e a guarda do veículo no pátio, se houver. Em serviço particular, cada empresa define a forma de cobrança.
Pergunte antes de aceitar: o valor é fechado ou depende do trajeto? Há taxa de saída, de espera ou de pedágio? Em qual forma é paga? Cada resposta deve ser anotada com o nome do atendente e, se possível, enviada por mensagem. Sem isso, a divergência na hora do pagamento é difícil de resolver.
Se a cobrança vier maior do que o combinado, não pague sob pressão sem registrar a divergência. Peça o valor detalhado por escrito e guarde o recibo. O tema é tratado em oficina cobrou mais do que o orçamento, e vale para qualquer prestador de serviço automotivo.
O que o orçamento precisa detalhar
O orçamento do reboque, mesmo quando é só uma mensagem, deve dizer o local de origem, o destino, o tipo de veículo de socorro, a forma de cobrança e as condições de pagamento. A lei pede orçamento prévio em serviços em geral, como resume orçamento prévio na oficina; em emergência, o mínimo é registrar o combinado.
Se a oficina de destino for cobrar pela guarda do carro, o orçamento deve informar a partir de quando e em que condições. Pergunte também se há seguro do transporte contra danos ao carro, e como o dono aciona esse seguro.
O que perguntar antes de autorizar
Antes de autorizar, pergunte: qual é o nome da empresa e o CNPJ? Qual o tipo de veículo de socorro? O carro será levado até onde eu indicar? Qual é a forma de cobrança e quando ela é paga? Quem responde por dano durante o transporte?
Fotografe o carro antes de ser carregado, de todos os lados, e confira a identificação do veículo de socorro. Combine com o motorista onde o carro será entregue e quem estará lá para recebê-lo. Se o serviço vem do seguro, anote o protocolo do atendimento.
Depois da entrega, o orçamento da oficina segue as regras habituais: peça o que a lei diz sobre o prazo de validade do orçamento e autorize só o que for apresentado.
Prazo de execução declarado pela oficina
O tempo de chegada do socorro é informado pelo prestador, e o prazo do reparo, pela oficina. Este site não estima nenhum dos dois.
Peça à empresa de socorro uma previsão de chegada por mensagem e anote o horário do pedido. Se a espera passar do informado, registre a hora e comunique a empresa. Já o prazo do reparo depende de a oficina avaliar o carro e deve estar no orçamento que ela entregar.
Em viagem, o tempo de espera pesa mais: anote o quilômetro da via e o ponto de referência onde o carro ficou, para que o motorista do socorro encontre o local sem demora, e combine um telefone de contato que esteja com carga.
O que guardar depois do serviço
Guarde o comprovante do serviço, o recibo, a nota fiscal, o protocolo do atendimento, as fotos do carro antes e depois do transporte e as mensagens trocadas com a empresa. Anote o nome do motorista e a placa do veículo de socorro.
Se o carro chegou com dano que não existia, registre na hora, com o motorista presente, e peça que o fato conste no comprovante. O caminho para reclamar está em onde reclamar de oficina e, para serviços malfeitos, em serviço mal feito, o que posso exigir.
Para encontrar uma oficina perto de onde o carro ficou, a busca por cidade lista cadastros públicos, e a página oficinas reúne os estados. Para entender o que cada serviço inclui, veja freios e suspensão.
O orçamento discrimina mão de obra, peças e materiais, condições de pagamento e as datas de início e término (CDC, art. 40); vale dez dias do recebimento, salvo estipulação em contrário (§1º), e, aprovado, obriga as duas partes (§2º). Serviço sem orçamento e sem autorização expressa é prática abusiva (art. 39, VI). O que a lei exige no orçamento
Perguntas frequentes
Quando é hora de chamar guincho?
Quando o carro não pode ser conduzido com segurança, ou quando a oficina indicar que o deslocamento por conta própria pode agravar o dano. Se estiver em pista, a prioridade é a sua segurança e a dos demais.
O guincho leva o carro para qualquer oficina?
Para o destino que você indicar, dentro do que o contrato de socorro prevê. Se o serviço vier do seguro ou de um plano de assistência, o destino pode ter limites, e vale conferir a apólice.
Preciso de orçamento antes de chamar?
Em emergência, o orçamento por escrito às vezes não é possível. O que se pode fazer é perguntar a forma de cobrança, anotar o nome da empresa e guardar o comprovante de tudo.
Quem responde por um dano causado durante o reboque?
O prestador do serviço. Fotografe o carro antes de ser carregado, anote a identificação do veículo de socorro e registre qualquer dano na hora, com o motorista presente.